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Lily‑Rose Depp e 070 Shake em Los Angeles: villa, cozinha e Chanel

Duas mulheres conversam na cozinha moderna com vista para montanha, enquanto preparam fruta e tomam café.

A filha de Johnny Depp e Vanessa Paradis é apontada como uma das jovens actrizes mais interessantes da sua geração. Se em Paris brilha sob flashes em eventos de moda, na Califórnia opta por um quotidiano bem mais resguardado - partilhado com a companheira, a rapper 070 Shake, numa villa impressionante acima de Los Angeles.

Carreira entre Chanel, Hollywood e sucessos em séries

Lily‑Rose Depp já há muito deixou de ser apenas “a filha de” duas superestrelas. Com pouco mais de vinte e poucos anos, conquistou um lugar próprio em Hollywood. O seu triunfo mais recente no cinema foi o filme de terror Nosferatu, que somou cerca de 181 milhões de dólares em todo o mundo e a colocou, de forma definitiva, na lista A das actrizes mais jovens.

Antes disso, já estava no centro das conversas do entretenimento graças à sua participação na polémica série da HBO The Idol, ao lado do músico The Weeknd. Em paralelo, mantém uma ligação sólida à casa de luxo Chanel, onde é há anos rosto recorrente da marca e presença habitual nas apresentações.

"No desfile da Chanel no Grand Palais, em Paris, surgiu num visual de leopardo que prendeu todos os olhares - mais uma prova do seu estatuto de ícone de moda contemporâneo."

Conciliar filmagens, projectos para séries e trabalhos ligados à moda parece encaixar no seu ritmo. É precisamente esse equilíbrio que a torna mais próxima para muitos fãs: por um lado estrela de Hollywood, por outro uma figura de moda com identidade própria, bem diferente do estilo associado à sua famosa mãe.

Porque Los Angeles é o seu refúgio perfeito

Lily‑Rose passa grande parte do ano em Los Angeles. A cidade onde viveu parte da infância é, segundo ela, o cenário ideal para criar um “universo” pessoal. As avenidas largas, as distâncias longas e o carro como extensão do dia-a-dia ajudam a manter uma separação do exterior que, em comparação, é mais difícil de conseguir nas grandes capitais europeias.

Ela sublinha com frequência que esta distância em relação ao espaço público a favorece. Em L.A., consegue construir uma bolha privada, sem estar permanentemente rodeada por fãs ou paparazzi. Já quando regressa a Paris ou a Nova Iorque, sente um quotidiano mais exposto: mais encontros inesperados na rua e mais atenção constante.

Ainda assim, gosta dos dois lados: a tranquilidade das colinas de Los Angeles e a energia das grandes cidades onde trabalha. Para ela, esse contraste parece funcionar como um factor de equilíbrio.

Vida com 070 Shake nas colinas de Los Angeles

Na esfera pessoal, Lily‑Rose segue um caminho muito seu. Há algum tempo, mantém uma relação com a rapper norte-americana 070 Shake (nome civil Danielle Balbuena). As duas conheceram-se nos meios da música e do cinema e, nas fotografias que surgem em conjunto, parecem descontraídas e até ligeiramente tímidas - longe das poses habituais do circuito de Hollywood.

As duas vivem numa villa situada bem acima da cidade. Dali, vê-se o mar de luzes de Los Angeles, as ruas intermináveis e as filas de palmeiras tão características. A localização é perfeita para quem trabalha na indústria, mas não quer estar no centro do movimento.

"A villa parece um cosmos isolado: muito espaço, privacidade a sério e, ao mesmo tempo, proximidade suficiente de estúdios, agências e dos grandes boulevards da cidade."

Um olhar para a cozinha luxuosa de Lily‑Rose

Uma das coisas que mais desperta curiosidade são os vislumbres que Lily‑Rose tem mostrado da sua nova cozinha. No Instagram, publica de vez em quando imagens do quotidiano - não looks de passadeira vermelha, mas chávenas de café, snacks e pequenos momentos do dia no novo lar.

Assim é o centro da casa

  • Cozinha ampla e integrada: um espaço aberto, pensado para cozinhar, sentar, trabalhar e conversar.
  • Frigorífico americano: um imponente modelo side-by-side em alumínio escovado, muito típico em casas nos EUA.
  • Fogão de nível profissional: uma placa larga a gás, com forno integrado e zonas de manutenção de calor - quase como numa cozinha de restaurante.
  • Parede de madeira em tom carvalho-mel: uma área com prateleiras em madeira quente, onde cabem objectos decorativos, loiça e utensílios.

O conjunto parece menos um cenário de catálogo e mais um espaço vivido de verdade. Vêem-se pratos, canecas e pequenos itens do dia-a-dia. É precisamente isso que torna as imagens tão apelativas: naquele ambiente, a filha de Hollywood surge quase como uma jovem “da porta ao lado”, a montar a sua primeira casa de adulta "a sério".

Entre o glamour e hábitos completamente normais

Apesar do sucesso milionário nas bilheteiras e da presença constante em desfiles, Lily‑Rose insiste que valoriza rotinas simples. Fala de passeios a sós, do café comprado na esquina e de ir ao supermercado - gestos que, para ela, são essenciais para sentir alguma normalidade.

Esta postura liga-se muito ao que viveu em criança. Desde cedo, teve de lidar com fotógrafos à porta de casa e câmaras apontadas, apesar de ser, na altura, uma miúda discreta. Os pais tentaram, ainda assim, garantir a ela e ao irmão um dia-a-dia o mais normal possível - mesmo que isso nunca fosse totalmente viável.

Na vida actual, parece procurar essa normalidade de forma deliberada. A villa protegida em Los Angeles, as deslocações de carro em vez de metro, a possibilidade de marcar encontros em vez de ser reconhecida ao acaso na rua: tudo isso funciona como um escudo que ela própria controla.

Como as estrelas usam as casas como espaço de protecção

A casa de Lily‑Rose Depp ilustra um padrão mais amplo: muitas estrelas jovens investem não apenas em luxo, mas em refúgios planeados para preservar a privacidade. Em Los Angeles, a arquitectura tem um peso particular nessa equação.

Aspecto Função no quotidiano de figuras públicas
Localização em colina Distância à rua, menor visibilidade, maior controlo dos acessos
Cozinha ampla e aberta Ponto central para amigos, equipa e família, sem formalismos
Grandes envidraçados Vista sobre a cidade, frequentemente com soluções de resguardo para o exterior
Zonas separadas Separação entre áreas de trabalho (filmagens, reuniões) e espaços totalmente privados

Para alguém como Lily‑Rose, com forte presença nas redes sociais, este desenho tem uma utilidade dupla. Ela decide, de forma consciente, que partes da casa mostra e quais ficam completamente fora do olhar do público. A cozinha transforma-se numa “vitrine”, enquanto o quarto se mantém como território proibido.

Porque a cozinha revela tanto sobre ela

Durante muito tempo, a cozinha foi vista sobretudo como uma divisão funcional. Nas villas actuais, tornou-se o verdadeiro coração da casa. No caso de Lily‑Rose, ali nota-se uma mistura entre lifestyle californiano e conforto europeu. O frigorífico grande e o fogão a gás remetem para casas familiares americanas; já as madeiras e os acessórios discretos têm um lado quase escandinavo.

Observando com atenção, percebe-se que a decoração é de qualidade, mas sem exageros. Nada de superfícies douradas ou cores berrantes; predominam tons quentes e escolhas práticas. Isso combina com a imagem que ela projecta: bem-sucedida, mas com um desejo claro de viver longe de uma encenação permanente.

Para muitos fãs jovens, esta estética inspira. Vêem alguém que habita uma villa de Hollywood, mas preenche o dia com rotinas simples: cozinhar, beber café, tirar algumas fotografias, ouvir a música da companheira em fundo. Assim, a distância entre estrela e seguidores parece diminuir um pouco.

O que se pode retirar do seu estilo de vida

O vislumbre da casa de Lily‑Rose Depp conta mais do que uma história imobiliária. Mostra como uma geração de celebridades tenta impor limites num mundo de redes sociais e exposição contínua. Uma casa nas colinas de Los Angeles, uma cozinha como palco semi‑público e uma relação vivida, na maior parte do tempo, de forma discreta - é uma combinação que parece cuidadosamente escolhida.

Quem lida com exposição pública pode encontrar aqui pistas úteis: rituais diários ajudam a limpar a cabeça. Um lugar fixo que se sente realmente como “casa” protege do stress constante. E fronteiras claras - o que se partilha e o que se guarda - evitam que a privacidade desapareça por completo sob os holofotes.

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