Muitas pessoas dão por isso de manhã, em frente ao espelho: as feições parecem mais cansadas, o queixo já não está tão definido e o pescoço surge um pouco mais “suave”. Antes de pensar em tratamentos dispendiosos, vale a pena olhar para um recurso bem mais simples - a forma como o cabelo está apanhado. Cabeleireiros profissionais apontam três penteados presos que ajudam a “puxar” visualmente o rosto e a dar um ar mais fresco.
Porque é que o penteado certo pode “esticar” o rosto
O resultado não é magia; é sobretudo mecânica. Quando o cabelo é conduzido de forma controlada para cima e para trás, a pele nas têmporas e na zona das sobrancelhas acompanha parte dessa tensão. As linhas finas suavizam ligeiramente, o olhar parece mais aberto e a área dos olhos fica com um aspecto mais desperto.
"Ao deslocar o volume para o topo da cabeça, o foco sobe - o rosto parece automaticamente mais alongado e firme."
Com a testa mais exposta, a metade superior do rosto recebe mais luz. As olheiras e sombras ficam menos marcadas. Em simultâneo, o rosto ganha um efeito de alongamento, o que costuma ajudar especialmente quando:
- a pele perdeu firmeza,
- a zona do maxilar começa a descer ligeiramente,
- as bochechas e o pescoço ficam mais macios.
Para conseguir esse efeito, os cabeleireiros preferem, muitas vezes, raízes muito limpas e bem coladas. As raízes são escovadas com uma escova firme - frequentemente com cerdas de javali - em direcção ao topo da cabeça e, depois, fixadas com gel, cera ou spray fixador. Faz lembrar a tendência dos rabos de cavalo e apanhados extremamente esticados, capazes de “modelar” as linhas do rosto.
Aviso importante: firmeza sim, dor não
Os profissionais insistem: a tensão pode ser sentida, mas não deve provocar dor. Penteados demasiado apertados podem causar problemas com o tempo:
- Dores de cabeça e no pescoço: a pressão nas têmporas e na nuca sobrecarrega a musculatura.
- Quebra do cabelo: fios finos partem com maior facilidade nas zonas mais solicitadas.
- Queda de cabelo por tracção: o termo técnico é "alopecia de tracção" - sobretudo junto às têmporas.
Para reduzir o risco, os especialistas sugerem algumas regras simples:
- Alterar regularmente a direcção e a altura do apanhado (por vezes mais alto, outras a meio, outras mais baixo).
- Usar elásticos com revestimento em tecido.
- Soltar ao final do dia, desembaraçar com suavidade e massajar o couro cabeludo com as pontas dos dedos.
Os 3 melhores penteados lifting depois dos 50
1. Rabo de cavalo alto para um efeito mais desperto
Entre os penteados lifting, o rabo de cavalo alto é o clássico. A grande vantagem é ser rápido, funcionar bem no dia a dia e raramente parecer “demasiado produzido”.
Para maximizar o “lift”, os cabeleireiros usam um ponto de referência simples: colocar o elástico onde passaria uma linha imaginária do queixo, pelo canto externo do olho, até ao topo da cabeça. Esta diagonal empurra a percepção do rosto para cima.
"Quanto mais alto o rabo de cavalo, mais forte é o puxão visual para cima - e mais jovem parecem a linha do rosto e o olhar."
O que faz a diferença:
- Pentear as laterais e as têmporas bem lisas em direcção ao elástico.
- Assentar os baby hairs com um pouco de gel, para a zona dos “pés de galinha” parecer mais tranquila.
- Manter o comprimento do rabo de cavalo mais solto, para não ficar com um ar demasiado rígido, tipo ballet.
Fica especialmente bem a:
- rostos redondos ou ovais,
- mulheres com cabelo médio a comprido,
- quem quer parecer mais fresca rapidamente, sem perder tempo a pentear.
O que convém evitar: um rabo de cavalo baixo, junto à nuca, pode acentuar em muitas pessoas a sensação de queixo mais caído. Se tende a contornos mais suaves, a versão alta costuma favorecer mais.
2. Coque alto torcido para contornos mais definidos
A segunda opção é um coque alto, torcido. Faz-se prendendo primeiro um rabo de cavalo bem alto, enrolando os comprimentos e depois envolvendo-os à volta do elástico. Com ganchos, mantém-se firme durante várias horas.
A torção cria um “ponto de ancoragem” mais sólido, que puxa o rosto de forma perceptível. Ao mesmo tempo, o volume fica concentrado no topo da cabeça, o que traz dois efeitos adicionais:
- as bochechas parecem mais estreitas,
- a linha do maxilar surge mais marcada.
"Um coque alto conduz o olhar para cima, deixa o pescoço à mostra e alonga toda a silhueta."
Para mulheres incomodadas com pequenas linhas ou pregas no pescoço, é uma escolha particularmente interessante. Ao expor a nuca, a postura tende a parecer mais direita. Se não quiser um resultado demasiado severo, algumas madeixas ligeiramente soltas junto à linha do cabelo tornam o look mais suave e romântico.
3. Meio preso alto para um lifting mais suave
Se o puxão de um rabo de cavalo alto for demasiado para si, o meio preso alto é uma alternativa mais leve. Aqui, apenas o cabelo do topo é apanhado; os comprimentos inferiores ficam soltos.
Passo a passo:
- Separar uma secção de orelha a orelha, formando um arco por cima da cabeça.
- Pentear a parte superior bem para trás e prender num ponto alto.
- Deixar o restante cabelo cair naturalmente ou criar ondas suaves.
Efeito visual: a parte superior do rosto - sobrancelhas e pálpebras - parece ligeiramente elevada, enquanto os comprimentos soltos enquadram a zona do maxilar e ajudam a disfarçar um pescoço mais macio.
"A combinação de tensão em cima e comprimentos fluidos em baixo dá uma sensação de lifting sem dureza."
Funciona muito bem quando:
- o cabelo é mais fino e um rabo de cavalo completo não teria volume suficiente,
- se pretende emoldurar o rosto de forma delicada,
- se procura um ar urbano, mas não “puxado” em excesso.
Que penteado resulta melhor em cada tipo de cabelo?
| Tipo de cabelo | Penteado lifting recomendado | Nota do cabeleireiro |
|---|---|---|
| Cabelo fino e liso | Meio preso alto ou rabo de cavalo alto | Preparar a raiz com spray de volume e não apertar demasiado o elástico. |
| Cabelo espesso e liso | Coque alto ou rabo de cavalo bem esticado | Fixar bem, mas usar elásticos almofadados. |
| Cabelo ondulado ou encaracolado | Meio preso, deixando os caracóis cair de propósito | Manter os caracóis definidos e alisar as raízes com gel. |
| Cabelo fino e com tendência a quebrar | Apenas ocasionalmente penteados muito apertados | Planear pausas regulares, cuidados nutritivos e massagens ao couro cabeludo. |
Ferramentas e produtos que reforçam o efeito lifting
Com poucos aliados, o efeito de “firmeza” visual pode ficar bem mais evidente:
- Escova alisadora: uma escova de cerdas naturais ajuda a colar melhor o cabelo junto à raiz.
- Gel ou cera leves: controlam os fios curtos sem deixar o cabelo duro ou com aspecto oleoso.
- Spray fixador de fixação flexível: mantém a tensão, mas ainda permite corrigir algumas mechas.
- Elásticos revestidos a tecido: distribuem melhor a pressão e protegem a fibra capilar.
Um complemento útil: quem recorre com frequência a penteados esticados deve mimar os comprimentos e pontas com hidratação regular, por exemplo com máscaras ou produtos leave-in.
Mais do que estética: o que o couro cabeludo ganha com isto
Os penteados presos tornam fácil manter o cabelo durante horas na mesma posição. Para o couro cabeludo, variar é importante. Soltar com regularidade e massajar depois com as pontas dos dedos ajuda a estimular a circulação, o que apoia as raízes.
Quem tem têmporas sensíveis ou já nota o cabelo mais ralo deve estar particularmente atento. Nesses casos, é preferível:
- apertar a sério apenas em dias especiais,
- no quotidiano optar por versões mais soltas,
- não manter entradas e têmporas constantemente sob tensão máxima.
Para muitas mulheres depois dos 50, estes penteados tornam-se um pequeno truque diário de beleza: em poucos minutos, realçam-se os contornos, o olhar abre e o rosto ganha frescura. Não substitui procedimentos médicos - mas é uma forma rápida de dar um ar mais jovem à expressão.
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