Em ateliers de costura, estão a tornar-se o truque discreto que muitos usam quando lidam com tecidos difíceis.
Em vez de furar seda, softshell ou jersey fino com alfinetes, cada vez mais costureiras amadoras e profissionais estão a optar por uma solução surpreendentemente simples: trocar os alfinetes por pesos caseiros feitos com moedas antigas. À primeira vista parece um projecto de artesanato, mas no dia a dia resolve vários problemas de uma só vez - desde fibras danificadas até casacos impermeáveis que passam a deixar entrar água.
Porque é que os pesos de moedas na máquina de costura estão tão procurados
Quem cose com frequência já passou por isto: os alfinetes ajudam a segurar, mas deixam marcas. Em tecidos sensíveis ou técnicos, essas marcas podem ficar para sempre - ou, pior, comprometer características como a impermeabilidade.
"A ideia: fixar o molde e o tecido apenas com peso, sem fazer um único furo."
É aqui que as moedas entram. Em vez de prender o papel do molde ao tecido com alfinetes, colocam-se por cima os chamados pesos para moldes (os “pattern weights”, ou seja, pesos de corte). Moedas antigas funcionam muito bem porque:
- são pequenas e planas,
- têm um peso estável e previsível,
- muitas vezes estão esquecidas e sem utilidade em gavetas,
- e agrupam-se, embrulham-se e empilham-se com facilidade.
Especialistas têxteis e institutos já alertam há algum tempo para o risco de perfurar demasiado tecidos técnicos ou muito finos. Entre os mais afectados estão:
- seda e tecidos leves de tecelagem fina,
- jerseys leves e malhas,
- softshell e outros tecidos funcionais,
- algodão revestido, oleado e pele sintética,
- couro verdadeiro.
Nestes materiais, cada furo é um ponto de fraqueza. Num casaco funcional, pode transformar-se mais tarde num “ponto de entrada” para a água; na seda, uma micro-lesão na fibra pode ficar visível e até levar o tecido a rasgar. Quando se trabalha com peso, a estrutura do material fica totalmente preservada.
Antes de pegar no alicate: que moedas é que valem mesmo a pena?
Antes de levar qualquer moeda para o canto da costura, convém fazer um pequeno teste de realidade. Nem toda a moeda antiga é automaticamente “sem valor”. Algumas têm interesse para coleccionadores ou são feitas de metais preciosos.
Para isso, coleccionadores recorrem muitas vezes a um índice de raridade de 0 a 100. Quanto mais baixo o número, mais comum é a peça. Uma moeda histórica típica de prata com baixa raridade aparece com frequência e, regra geral, vale apenas pelo metal.
Um exemplo prático: uma moeda de prata comum pode conter bem mais de quatro gramas de prata fina. Usando um valor de referência aproximado na ordem de mais de 2.000 euros por quilo, chega-se depressa a um valor de metal a rondar os dez euros - por moeda. É precisamente esse tipo de moeda que não deve acabar debaixo da tesoura.
"Para a costura, o ideal são moedas de circulação muito comuns feitas de metais não nobres - por exemplo, cuproníquel."
Regra de bolso:
- Verificar rapidamente online os stocks antigos: há sinais de valor de colecção?
- Separar moedas com metais preciosos (prata, ouro).
- Reciclar apenas peças claramente comuns, danificadas ou obviamente sem valor.
Quem tiver dúvidas pode simplesmente usar moedas pequenas actuais ou ainda recentemente válidas, em que nenhum coleccionador se vai interessar. Para costurar, no fim, o que interessa é o peso.
Peso e tamanho: quanto deve pesar um bom peso para moldes
Na maioria dos usos, um intervalo sensato por peso é cerca de 40 a 60 gramas. Isso chega para:
- impedir que moldes em papel de seda fino deslizem.
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