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Teste às frigideiras antiaderentes: Tefal Excellence com 17,5 de 20

Pessoa a cozinhar legumes coloridos numa frigideira numa cozinha moderna.

Muitas frigideiras com revestimento antiaderente têm sido alvo de críticas por possíveis substâncias nocivas - e um comparativo laboratorial exigente vem agora trazer mais clareza às cozinhas.

Uma revista de consumidores de referência colocou dez frigideiras antiaderentes comuns a um verdadeiro teste de esforço em laboratório. Não se avaliou apenas o desempenho a cozinhar e a facilidade de uso: também se mediu a presença de químicos problemáticos. No fim, um resultado inesperado destacou-se claramente - um modelo da Tefal ficou no topo, com uma pontuação que até surpreendeu a equipa de testes.

Porque é que as frigideiras antiaderentes estão sob escrutínio

Durante muito tempo, as frigideiras antiaderentes foram vistas como uma ajuda prática: menos gordura, menos resíduos agarrados e limpeza rápida. Em paralelo, aumentou a preocupação com as chamadas “substâncias químicas eternas” (PFAS), usadas em muitos revestimentos ou em etapas do processo de fabrico.

No centro da discussão está o PTFE, mais conhecido pelo nome comercial Teflon. É este material que permite, por exemplo, que um ovo estrelado deslize sem esforço. Durante décadas, o PTFE esteve frequentemente associado ao PFOA, um composto do grupo PFAS que atualmente está proibido na União Europeia. Embora os fabricantes já tenham substituído esses químicos por outros, a desconfiança do público manteve-se.

É precisamente aí que este teste ganha relevância: a redação quis perceber quão seguras são as frigideiras antiaderentes modernas, que substâncias podem libertar e quão resistente é o revestimento no uso do dia a dia.

Como os testes levaram as frigideiras ao limite

No laboratório, as dez frigideiras antiaderentes tiveram de suportar um programa intenso, pensado para reproduzir vários anos de utilização. A avaliação concentrou-se em três frentes: possíveis contaminantes, durabilidade do revestimento e desempenho na confeção.

  • Análise de contaminantes: procuraram-se especificamente 36 substâncias, incluindo vários compostos PFAS.
  • Teste de abrasão: um ciclo repetido de desgaste simulou uso intensivo e o envelhecimento da camada antiaderente.
  • Ensaios de cozinha realistas: sob condições iguais, as frigideiras tiveram de confecionar, entre outras coisas, Crêpes.

A notícia positiva: nenhuma frigideira ultrapassou os limites legais permitidos. Ainda assim, em vários modelos, os laboratórios detetaram vestígios de 6:2 FTS, um composto PFAS que, segundo especialistas em medicina ambiental, pode sobrecarregar órgãos. Entre as marcas afetadas estavam, por exemplo, Cristel, Le Creuset, Zuofeng, Aubecq e Greenpan.

Houve também um ponto sensível na rotulagem: de acordo com os avaliadores, dois fabricantes promoveram alegações potencialmente enganadoras sobre uma suposta ausência de PFAS. Na perspetiva da equipa de testes, as promessas comerciais não batiam certo com o que o laboratório encontrou.

Quando o revestimento cede: a abrasão como ponto fraco

No teste de desgaste, as diferenças tornaram-se evidentes. Alguns modelos perderam a camada protetora relativamente depressa. Beka, Aubecq, Zanetti e um modelo destinado a uso profissional tiveram mau desempenho na simulação de envelhecimento.

Entre ciclos de esforço, os peritos fizeram regularmente Crêpes deslizar na superfície. Assim foi possível observar durante quanto tempo a antiaderência se mantém em condições de uso normal. Em dois candidatos, após cerca de 2.500 ciclos, o metal já começava a ficar visível - um sinal claro de que, na vida real, a frigideira estaria perto do fim.

Para a classificação final, os avaliadores juntaram vários critérios:

  • Antiaderência e distribuição de calor (60 %)
  • Ergonomia e facilidade de manuseamento (10 %)
  • Migração de substâncias indesejadas para os alimentos (30 %)

A frigideira vencedora: Tefal Excellence com 17,5 de 20 pontos

No topo da tabela ficou a Tefal Excellence. Com 17,5 de 20 pontos possíveis, superou com folga muitos concorrentes mais caros. O modelo de 20 centímetros de diâmetro custa no retalho cerca de 52 € e é claramente pensado para quem usa a frigideira diariamente.

Os avaliadores elogiam na Tefal Excellence um pacote global muito completo, com forte desempenho antiaderente, revestimento robusto e resultados laboratoriais sem PFAS detetáveis.

Principais vantagens da vencedora do teste:

  • Sem PFAS detetáveis: no laboratório não surgiram vestígios mensuráveis destes químicos.
  • Elevada resistência ao desgaste: a camada suportou os ciclos de abrasão simulados melhor do que muitas rivais.
  • Antiaderência consistente: mesmo após muitas rondas de esforço, os alimentos continuaram a soltar-se quase sem deixar resíduos.
  • Boa resistência ao calor: a frigideira não se deforma e distribui o calor de forma uniforme.

Para a equipa de testes, a Tefal Excellence funciona como uma verdadeira frigideira “para tudo”: selar um bife, fazer Crêpes, mexidos ou estufar legumes - nos ensaios, tudo correu sem problemas e com pouca ou nenhuma gordura.

Como se saíram as outras marcas

Em segundo lugar apareceu, de forma surpreendente, um modelo económico de uma loja de mobiliário: a Ikea Hemkomst obteve 17 de 20 pontos. Custa cerca de 20 € e destacou-se sobretudo ao confecionar panquecas. Para quem precisa de controlar o orçamento, é uma alternativa a considerar.

Num patamar de preço bem mais alto surge a Cristel Excelliss+, perto de 95 €. No teste, chegou aos 15,8 pontos. Apresenta resultados consistentes, mas a relação qualidade/preço fica claramente atrás do modelo líder.

No fundo da escala estão a Beka Mandala e a Zanetti Pietra Rara. Ambas terminaram no grupo de trás, com 5,8 e 7,8 pontos, respetivamente. Em especial, a deteção de vários compostos PFAS - no caso da Beka, chegaram a ser cinco diferentes - levou o laboratório a levantar sobrancelhas.

Marca / Modelo Nota Preço (aprox.) Observações
Tefal Excellence 17,5 / 20 52 € sem PFAS mensuráveis, muito robusta
Ikea Hemkomst 17 / 20 20 € muito boa para Crêpes, preço baixo
Cristel Excelliss+ 15,8 / 20 95 € cara, bom desempenho global
Beka Mandala 5,8 / 20 vários PFAS, durabilidade fraca
Zanetti Pietra Rara 7,8 / 20 metal visível rapidamente após abrasão

O que estes resultados significam no dia a dia da cozinha

Para muitas casas, este teste alivia parte da pressão em torno das frigideiras com revestimento. Quem usa um modelo bem classificado e sem PFAS detetáveis pode continuar a cozinhar com pouca gordura - sem a sensação constante de que há um problema “escondido” na frigideira.

A revista compara o uso de determinadas substâncias no fabrico a um tipo de cola: ajuda a estabilizar uma estrutura frágil durante a produção, mas idealmente não deveria ter relevância no produto final. É exatamente isso que as análises laboratoriais procuram esclarecer: essa “cola” chega efetivamente ao alimento, ou permanece ligada ao material?

No caso da vencedora, a Tefal Excellence, os valores medidos foram claros: as substâncias analisadas não passaram, no teste, para os alimentos em quantidade relevante.

Como cuidar corretamente do revestimento

Mesmo a melhor frigideira não dura para sempre. Ainda assim, com cuidados adequados, é possível aumentar bastante a vida útil. Os especialistas do teste deixaram recomendações concretas:

  • Nunca aquecer a frigideira vazia em excesso; adicionar sempre algum líquido ou óleo.
  • Evitar temperaturas extremamente altas, sobretudo em fogão a gás e em placas de indução.
  • Usar apenas utensílios de madeira ou plástico; evitar espátulas metálicas.
  • Não deitar líquido frio numa frigideira ainda muito quente.
  • Não usar esponjas abrasivas nem detergentes fortemente agressivos.

Quando surgem riscos profundos ou o metal começa a transparecer, é altura de substituir a frigideira. Nesse estado, o revestimento pode soltar-se e a antiaderência acaba por falhar.

O que são PFAS - e como os consumidores se podem proteger

PFAS é um termo “chapéu” para um grande grupo de químicos com uma estabilidade extrema. É essa resistência que os torna úteis na indústria: suportam calor, gordura e água. No ambiente, porém, degradam-se muito lentamente, acumulam-se e estão cada vez mais sob crítica.

Para quem compra, importam sobretudo dois aspetos: a exposição real através de um produto e se existem alternativas com risco reduzido. Este teste indica que, sim, há frigideiras antiaderentes onde substâncias problemáticas não são detetadas ou aparecem apenas em vestígios mínimos.

Para aumentar a segurança na compra, vale a pena verificar:

  • Informações transparentes do fabricante sobre o tipo de revestimento.
  • Testes credíveis de revistas de consumidores ou de laboratórios independentes.
  • Evitar promessas publicitárias exageradas e sem provas verificáveis.

Em paralelo, há alternativas: frigideiras de ferro fundido ou de aço inoxidável dispensam o revestimento antiaderente clássico, mas exigem mais prática e, em regra, um pouco mais de gordura. As frigideiras de cerâmica também são frequentemente apontadas como opção, embora no uso diário possam revelar uma durabilidade significativamente inferior à de modelos de PTFE de qualidade.

A avaliação atual da Tefal Excellence deixa, assim, uma mensagem objetiva: antiaderência e um uso de químicos mais responsável não têm de ser incompatíveis. O que faz a diferença é o rigor do fabrico - e a forma como entidades independentes verificam os resultados.

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