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Suécia assina contrato para vender 16 caças Gripen E à Ucrânia

Piloto militar com fato verde junto a avião de caça cinzento numa pista, com bandeiras da Suécia e Ucrânia ao fundo.

A Suécia formalizou um contrato para vender 16 caças Gripen E à Ucrânia, num novo passo na cooperação militar entre os dois países e no reforço da defesa aérea ucraniana.

Anúncio do acordo e impacto na defesa aérea da Ucrânia

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, que descreveu o entendimento como um passo relevante para a liberdade da Ucrânia e para a segurança da Europa. De acordo com o ministro, estes novos caças vão aumentar a capacidade ucraniana de proteger o seu espaço aéreo.

Contratação com a FMV e execução pela Saab

O contrato foi celebrado entre o Governo da Ucrânia e a Administração Sueca de Material de Defesa (FMV). Em paralelo, a FMV assinou com a Saab um contrato de execução, destinado a viabilizar o fornecimento das aeronaves.

Com esta compra, a Ucrânia passa a integrar oficialmente o grupo de clientes dos caças JAS-39E/F, juntando-se ao Brasil, à Colômbia, à Suécia e à Tailândia. Estes aparelhos já se encontram em operação na Força Aérea Brasileira e na Força Aérea Sueca.

Formação, apoio logístico e doação prevista de JAS-39 C/D

Para além da venda dos 16 Gripen E, o acordo inclui formação e apoio logístico, preparando igualmente a doação planeada de 16 caças JAS-39 C/D por parte da Suécia. Esta transferência está integrada no 22º pacote de assistência militar sueco à Ucrânia, com início previsto para o começo de 2027.

Pål Jonson agradeceu também ao Reino Unido pelo apoio, considerado essencial para tornar a iniciativa possível. Segundo o ministro, a ajuda à Ucrânia é mais eficaz quando aliados e parceiros actuam de forma coordenada, combinando financiamento, capacidade industrial, formação e apoio político.

O ministro salientou ainda a importância da indústria de defesa sueca e referiu que o Gripen foi concebido para operar em condições exigentes. Na sua perspectiva, esta aquisição constitui o primeiro passo da ambição declarada pela Ucrânia de, ao longo do tempo, incorporar até 150 aeronaves Gripen E/F na sua força aérea.

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