Saltar para o conteúdo

Döstädning: como organizar a casa com desapego gradual

Senhora idosa a olhar com ternura para uma fotografia numa moldura enquanto está sentada numa sala de estar acolhedora.

O döstädning consiste em pôr a casa em ordem de forma progressiva, antes de roupeiros, gavetas e arrecadações se encherem de objectos inúteis. Divulgado pela escritora Margareta Magnusson, este método sueco substitui as limpezas radicais por escolhas regulares sobre o que fica, é doado ou deve ser eliminado.

O que quer dizer döstädning?

O termo junta palavras suecas associadas à morte e à limpeza, embora esta prática de organização, conhecida como limpeza sueca da morte, não tenha de ser vista de forma mórbida. O objectivo passa por diminuir os bens ao longo da vida, para evitar que os familiares tenham mais tarde de lidar com grandes quantidades de objectos acumulados.

O método tornou-se conhecido internacionalmente através do livro de Margareta Magnusson. Em vez de impor um número ideal de peças de roupa, livros ou utensílios, convida cada pessoa a ponderar a utilidade efectiva e o significado de tudo o que ocupa lugar em casa.

  • Separar os objectos que ainda são utilizados;
  • Doar artigos em bom estado;
  • Entregar recordações a quem lhes possa dar valor;
  • Deitar fora itens avariados ou que não possam ser reaproveitados;
  • Evitar compras novas sem uma finalidade definida.

Porque começar pelas zonas com menor carga afectiva?

Garagens, arrecadações, lavandarias e armários de serviço tendem a acumular ferramentas duplicadas, caixas vazias, produtos fora de prazo e utensílios esquecidos. Iniciar o processo nestes locais permite treinar a tomada de decisões sem ter de enfrentar logo fotografias, cartas e memórias de família, que requerem uma reflexão emocional mais demorada.

Que pergunta ajuda a definir o destino de cada objecto?

Uma das noções essenciais do döstädning é olhar para cada peça e questionar se outra pessoa lhe daria uso ou sentiria alegria ao recebê-la. Esta resposta permite separar aquilo que só parece valioso por estar guardado do que cumpre realmente uma função prática, afectiva ou familiar.

Um aparelho sem utilização pode servir a alguém, tal como loiça, livros e roupa bem conservados podem ser doados antes de se estragarem. Fotografias, documentos pessoais e objectos com grande carga simbólica devem ficar para uma fase posterior, quando já existem critérios mais definidos para decidir.

  • Utilizei este objecto no último ano?
  • Funciona e encontra-se em bom estado?
  • Alguém próximo gostaria de o receber?
  • Guardo-o por afecto, culpa ou mero hábito?
  • Tenho espaço adequado para o conservar?

Uma prática regular impede o regresso da desordem

O método não se resume a uma grande limpeza feita apenas uma vez. A selecção deve acompanhar alterações na rotina, novas aquisições e reorganizações das divisões. Esta abordagem aproxima-se de pequenos hábitos diários que travam a acumulação em casa, trocando esforços esporádicos por cuidados curtos e frequentes.

Como pôr o método em prática sem esvaziar a casa de uma só vez?

O desapego gradual pode começar numa gaveta, numa prateleira ou numa categoria concreta. Depois de escolher o que será doado ou eliminado, é essencial retirar esses artigos de casa, pois as caixas deixadas no corredor ou na garagem apenas deslocam a desordem para outro sítio.

Ao repetir esta selecção periodicamente, o döstädning diminui o número de objectos sem uso e torna mais simples limpar superfícies, armários e arrecadações. A casa mantém as recordações importantes, mas deixa de servir como depósito permanente de embalagens, roupa esquecida e utensílios que ninguém tenciona voltar a utilizar.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário