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Navio atingido ao largo dos Emirados Árabes Unidos no estreito de Ormuz, diz UKMTO

Navio cargueiro vermelho com sinal de fumo preto e barco de patrulha branco no mar perto da costa arenosa.

Um navio foi atingido ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, informou esta segunda-feira uma agência britânica de vigilância marítima, num contexto de intensificação das tensões entre o Irão e os EUA em torno do controlo do estreito de Ormuz.

Incidente no estreito de Ormuz reportado pela UKMTO

"O navio reportou ter sido atingido por um projétil desconhecido, causando danos no seu sistema de direção. Toda a tripulação está a salvo. Não há impacto ambiental", indicou a Autoridade de Segurança Marítima do Reino Unido (UKMTO), num comunicado.

Ainda durante a manhã, a UKMTO já tinha referido que uma embarcação fora atingida por um projétil no estreito de Ormuz, situação que terá desencadeado um incêndio e obrigou à retirada da tripulação.

Numa atualização anterior, a agência acrescentara que havia um navio em chamas a cerca de 15 quilómetros a noroeste de Kumzar, em Omã, sem, contudo, esclarecer o que teria estado na origem do fogo.

Escalada entre Irão e EUA e o controlo do estreito de Ormuz

Entretanto, o Irão reforçou o controlo sobre o estreito de Ormuz - rota por onde, antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, circulava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos - e cuja reabertura estava prevista no memorando de entendimento.

Com o retomar das hostilidades, Teerão voltou a encerrar o estreito. Como resposta, os Estados Unidos reimplantaram um bloqueio aos portos iranianos.

Petroleiros gregos visados e a versão da Guarda Revolucionária

O jornal grego 'Kathimerini' noticiou que, no domingo à noite, dois petroleiros de propriedade grega terão sido atacados por projéteis de origem desconhecida enquanto atravessavam o estreito de Ormuz.

Segundo a consultora grega de risco marítimo MARISKS, tratava-se do Kavomaleas, com bandeira de Malta, e do VLCC Acheloos, com bandeira da Libéria, ambos operados pela Dynacom, empresa sediada em Atenas.

Já a Guarda Revolucionária do Irão - o exército ideológico do país - declarou ter intercetado dois petroleiros que estariam a tentar transitar pelo estreito de Ormuz sem autorização de Teerão.

"Na noite passada, dois petroleiros não autorizados (...) que tentavam entrar e sair do estreito de Ormuz pela rota sul, considerada perigosa e arriscada, explodiram e ficaram imobilizados", refere um comunicado da Guarda Revolucionária, citado pelos meios de comunicação estatais.

Pressão internacional e risco de choque em Bab el-Mandab

No domingo à noite, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pediu à comunidade internacional que se junte aos Estados Unidos na "proteção da navegação" no Estreito de Ormuz.

Do lado oposto do golfo, os rebeldes houthis do Iémen não detalharam de que forma pretendem pôr em prática o bloqueio contra a Arábia Saudita, anunciado após o retomar do conflito no Iémen na semana passada, com trocas de tiros.

Até aqui, Riade - o maior exportador mundial de petróleo bruto - conseguia contornar o bloqueio de Ormuz através do estreito de Bab el-Mandab.

"Uma crise simultânea em Ormuz e Bab el-Mandab produziria um choque muito maior do que qualquer um dos bloqueios isoladamente", observou Andreas Krieg, especialista em segurança do King's College London.

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