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Relatório Savills: Portugal soma €1,2 mil milhões em investimento em residências para estudantes

Grupo de jovens reunidos ao ar livre em volta de mesa com tablet e documentos, em ambiente urbano.

Entre 2019 e 2025, o investimento em residências para estudantes atingiu €1,2 mil milhões em Portugal. Deste montante, cerca de €942 milhões resultaram da venda de imóveis e o restante correspondeu a operações ligadas à construção de novo alojamento. Ainda assim, apesar destes volumes, a oferta mantém-se curta, segundo o relatório da consultora imobiliária Savills, A Evolução do Alojamento para Estudantes Construído de Raiz em Portugal.

Investimento e transações no sector em Portugal

Ao longo de seis anos, este segmento contabilizou 20 transações. A maioria ocorreu no ano passado, com a compra do portefólio ibérico da Livensa Living pela Nido Living por cerca de 1,2 mil milhões. Dentro desse valor, não é conhecido o montante exato aplicado em Portugal, uma vez que a operação abrangeu dez ativos repartidos por Madrid, Sevilha, Valência, Lisboa e Porto.

Oferta de camas e procura de estudantes

Em 2025, existiam perto de 26 mil camas em residências estudantis no país, o que representa capacidade para apenas 5,8% dos estudantes. Aproximadamente metade destas camas estava associada a universidades públicas e privadas, ficando a parcela remanescente nas mãos de investidores privados.

No mercado privado, os principais investidores têm sido europeus e, em muitos casos, operadores já presentes no alojamento para estudantes noutros países. Em paralelo, começa também a ganhar expressão um perfil mais conservador, orientado para ativos considerados estáveis.

A maior concentração de camas em residências privadas encontra-se no Porto, com cerca de 5.400. Lisboa, por sua vez, soma quase 4.500.

Com uma oferta de quase 6%, Portugal continua muito atrás de outros países europeus. No Reino Unido - o mercado com maior dimensão neste segmento - as camas em operação cobrem 30,9% dos estudantes.

O relatório sublinha ainda que a subida dos preços no mercado de arrendamento tem vindo a empurrar mais estudantes para as residências. Contudo, estas não estão a conseguir acompanhar a procura, que tem aumentado com a entrada de mais estudantes, tanto nacionais como internacionais.

Novas camas previstas para 2026-2027 e níveis de rendas

Ainda assim, estão previstas mais 2.000 camas em residências privadas para estudantes entre 2026 e 2027, das quais mil serão em Lisboa e 1.600 no Porto. Este investimento deverá traduzir-se num aumento de pouco mais de um ponto percentual na oferta de camas para estudantes.

Quanto às rendas, o preço padrão de uma cama nestes alojamentos é mais elevado em Braga, €670, acima de Lisboa, com €595. A Covilhã regista o valor mais baixo, €310. Já no segmento de topo destas residências, a capital surge no primeiro lugar com €1.620, seguida do Porto com €1.028.

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