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Transporte de animais no carro: regras e dicas essenciais

Carro elétrico branco Patudo estacionado em salão moderno com piso refletor e janelas amplas.

Para muita gente, o verão é sinónimo de grandes viagens de carro. E se organizar tudo já dá trabalho quando vamos sozinhos, levar animais de estimação - os nossos «patudos» (ou com menos, ou com mais patas… sem discriminações) - pode complicar rapidamente até uma deslocação curta.

Importa lembrar que, em termos legais, os animais são enquadrados como carga. Por isso, o transporte tem de cumprir regras específicas.

Levar o membro peludo (ou não) da família solto no automóvel, com a cabeça fora da janela e as orelhas ao vento - por mais engraçado que pareça - não é a opção mais segura e, além disso, não é permitida.

O que diz a lei sobre o transporte de animais no automóvel

De acordo com o Artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de dezembro, “o transporte de animais deve ser efetuado em veículos e contentores apropriados à espécie e número de animais a transportar, nomeadamente em termos de espaço, ventilação ou oxigenação, temperatura, segurança e fornecimento de água, de modo a salvaguardar a proteção dos mesmos e a segurança de pessoas e outros animais.”

Ainda assim, se decidir manter o animal à solta, saiba que pode ser sancionado com uma coima entre 60 euros e 600 euros, como previsto no Artigo 56.º, do Código de Estrada. O motivo é simples: esta situação pode comprometer a segurança da condução. Por isso, redobre os cuidados com o transporte de animais no seu automóvel.

Como transportar o seu patudo?

Juntámos algumas recomendações essenciais sobre transporte de animais no carro, para tornar a viagem mais segura e, ao mesmo tempo, mais confortável.

Animais de pequeno porte

No caso de animais pequenos, a caixa transportadora ou um cinto de segurança próprio são alternativas indicadas, porque impedem que o animal circule livremente dentro do veículo.

Animais de maior porte

Para animais de maior dimensão, a solução mais adequada é levá-los na bagageira, sem a chapeleira. Pode escolher entre um cinto de segurança específico ou uma transportadora com dimensões apropriadas.

Se a opção for a mala, é recomendável colocar uma rede ou grelha divisória entre a bagageira e os bancos traseiros, assegurando que o animal não interfere com a condução.

Outros cuidados

Além do método de transporte, há medidas adicionais que vale a pena adotar. Uma delas é evitar dar comida ao animal imediatamente antes da partida. O ideal é alimentar algumas horas antes e com uma dose abaixo da habitual.

Dentro do automóvel, esteja atento à temperatura do habitáculo - nem demasiado fria, nem demasiado quente - e mantenha o volume da música moderado, para não incomodar o seu animal de estimação.

Se decidir baixar as janelas traseiras, não as abra por completo. O animal pode tentar pôr a cabeça de fora ou até saltar; isto é particularmente relevante no caso dos gatos, que se podem assustar com os ruídos da estrada.

Quando a viagem for longa, faça algumas paragens para que o seu «patudo» possa esticar as pernas e fazer as necessidades. Se não for possível parar, deve proteger o interior do carro com tapetes absorventes ou outras proteções.

Se precisar de se afastar do veículo por um curto período, deixando os animais de estimação no interior, não se esqueça de manter as janelas ligeiramente abertas. Também é muito importante levar um brinquedo ou um objeto familiar, que o animal reconheça e associe a uma experiência positiva.

No caso de animais como hamsters ou pássaros, devem seguir nas suas gaiolas habituais, com comida e água. Se der, cubra a gaiola com um pano, pois isso tende a ajudar a mantê-los mais tranquilos.

Por fim, confirme sempre se a documentação está atualizada, em especial o registo do animal e o boletim de vacinas. Para viagens mais prolongadas, é aconselhável marcar uma consulta no veterinário, já que poderá receber indicações importantes para proteger o seu animal durante todo o trajeto.


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