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Alicante: despedida por chegar demasiado cedo ao trabalho, diz tribunal

Pessoa a registar horário de trabalho com cartão em leitor eletrônico numa entrada de escritório.

A pontualidade também pode ser criticada no sentido inverso? É possível ser alvo de repreensão - e até ser despedido - por chegar demasiado cedo ao escritório? Foi isso que aconteceu com uma trabalhadora cujo caso acabou em tribunal.

Um despedimento por chegar cedo ao trabalho

No mundo laboral, é comum apontarem-se os atrasos repetidos de alguns funcionários. Já quem aparece sistematicamente antes da hora tende a ser visto como alguém exemplar e responsável. Contudo, um empregador espanhol não partilhou dessa leitura e optou por despedir uma colaboradora precisamente por se apresentar sempre adiantada.

De acordo com o site informacion.es, o caso foi analisado pelo Tribunal Social n.º 3 de Alicante, que confirmou o despedimento de uma trabalhadora de logística da cidade. Segundo a mesma fonte, a colaboradora registou a entrada até 19 vezes entre 30 e 45 minutos antes do horário previsto, apesar de a sua superior hierárquica lhe ter pedido para parar, e acabou por receber vários avisos por esse motivo.

Outros motivos de despedimento

Para o juiz que apreciou o processo, este comportamento constitui "uma falta grave" e pode prejudicar a relação "de confiança e de lealdade" existente entre o trabalhador e a empresa.

Além desta questão, a entidade patronal apontou ainda outros factos: a funcionária terá usado a aplicação móvel de registo de ponto para assinalar a saída do trabalho quando se encontrava a vários quilómetros de casa. Também terá entregue, sem autorização, uma bateria usada proveniente de um veículo da empresa.

A versão da trabalhadora e a resposta da empresa

Na sua defesa, a trabalhadora afirmou que chegar mais cedo lhe permitia "gerir a sua carga de trabalho importante" e que a empresa tolerava essa prática há mais de dois anos.

Em contrapartida, a empresa sustentou que, antes da hora de entrada, ela não tinha tarefas a executar, uma vez que as suas funções consistem em confirmar a correcção dos percursos e das afectações dos veículos definidos no dia anterior por um colega.

No final de Dezembro de 2023, um novo aviso não alterou a situação e a trabalhadora manteve o hábito, que acabou por ser um dos fundamentos do despedimento agora validado pela justiça espanhola. Do seu lado, o que pensa deste caso tão inesperado? Partilhe o seu ponto de vista nos comentários.

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