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Airbus deixa de promover o A319neo de forma ativa

Homem de fato observa aviões no aeroporto com miniaturas e livro sobre mesa.

A Airbus deixou de promover de forma ativa o A319neo junto das companhias aéreas, após um desempenho comercial muito abaixo do registado pelos restantes membros da família A320neo.

Apesar disso, a fabricante continua disponível para produzir o A319neo mediante encomendas específicas - em particular para o segmento VIP, sob a designação ACJ319neo -, mas o modelo deixou de ser alvo de incentivo comercial.

Uma apresentação recente da Airbus já apontava para a retirada do A319neo da “montra” de aviões de corredor único, que abrange do A220-100 ao A321neo.

A319neo no mercado de 100 a 160 lugares

A pouca procura pelo A319neo torna-se clara ao observar a sua quota no mercado de 100 a 160 lugares: apenas 3%, face a 56% do A220-100/300, 26% dos Embraer E-Jet E2 e 15% do Boeing 737 MAX 7.

Evolução da família A320: do A318 e A319 ao A319neo

Na configuração original, a família A320 incluía variantes mais pequenas, como o A318 e o A319. No caso do A318, atrasos no desenvolvimento dos motores limitaram o programa a 80 unidades entregues, e o modelo não chegou a receber a actualização para a versão neo.

Já o A319 somou 1.486 encomendas na primeira geração, o que correspondeu a 18% das vendas, tendo por isso avançado para o desenvolvimento do A319neo.

Vendas do A319neo: números aquém do esperado

O desempenho comercial da versão neo ficou, contudo, aquém do esperado: até Maio de 2026, o A319neo contabilizava apenas 57 encomendas firmes, menos de 0,5% do total da família A320neo. A maioria das encomendas é de companhias chinesas, e apenas 14 unidades continuam pendentes de entrega.

Para além da preferência crescente das companhias aéreas por aviões maiores, a aquisição do programa Bombardier CSeries pela Airbus em 2018 - hoje designado A220 - aumentou ainda mais a pressão sobre o A319neo.

O A220-300 concorre directamente no intervalo de 120 a 150 lugares, semelhante ao do A319neo, mas com maior eficiência, ainda que ofereça um alcance ligeiramente inferior (3.400 nm contra 3.700 nm).

Embora a Airbus não tenha anunciado oficialmente a descontinuação do A319neo, que continua a ser fabricado nas mesmas linhas dos modelos maiores, a empresa tem recomendado aos seus clientes que evitem novas encomendas, libertando capacidade para produzir os aviões com maior procura.

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