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F-47: Força Aérea dos EUA prevê primeiro voo em 2028 no âmbito do NGAD

Piloto aproxima-se de caça F-47 na pista de um porta-aviões ao pôr do sol.

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Primeiro voo do F-47 previsto para 2028

Numa conferência de imprensa realizada esta semana, o general David Allvin, da Força Aérea dos EUA, afirmou que a instituição antecipa conseguir concretizar o primeiro voo do caça de sexta geração F-47 em 2028. A indicação representa um desenvolvimento relevante para o programa Next Generation Air Dominance (NGAD). Este tipo de anúncio por parte de estrategas norte-americanos ajuda a sinalizar progressos num esforço que pretende dotar a Força Aérea de um substituto para os F-22 Raptor, hoje a principal plataforma de superioridade aérea ao serviço da instituição.

O que se sabe do NGAD e do F-47

Importa sublinhar que este é um dos programas norte-americanos conduzidos sob forte confidencialidade, o que torna difícil perceber quais serão as características determinantes da plataforma e, até, pormenores do calendário planeado para o seu desenvolvimento.

Ainda assim, o que é publicamente conhecido até ao momento aponta para um desenho com geometria furtiva e para a capacidade de operar em conjunto com sistemas não tripulados que apoiem as missões de combate, funcionando o avião tripulado como o núcleo de uma rede mais ampla de sistemas. É também referido que o F-47 poderá exceder a marca de Mach 2 e alcançar distâncias na ordem dos 1.800 quilómetros, sendo que a Força Aérea dos EUA teria interesse em integrar uma frota de 185 exemplares.

Indícios recentes e possível variante naval

Nos últimos meses, a Força Aérea dos EUA deu sinais adicionais de evolução do programa. Um exemplo disso foi a divulgação de um novo logótipo para a System Management Office (SMO) do F-47. Entre vários elementos que chamaram a atenção, destacava-se a figura de um “Fénix” como motivo central, alimentando especulações de que esse poderá vir a ser o futuro nome de baptismo da aeronave construída pela Boeing.

Além disso, o esboço incluía o que foi interpretado como o contorno costeiro da China e seis estrelas vermelhas, marcas que alguns associaram à hipótese de os demonstradores do avião terem sido apresentados no centro ultrassecreto de testes de voo de Groom Lake, mais conhecido como a Área 51.

Em paralelo, durante o simpósio Tailhook, a Boeing revelou novas imagens conceptuais do que seria o seu candidato ao programa F/A-XX da Armada dos EUA. Nesse material, era possível notar uma forte semelhança com o desenho do F-47 anteriormente apresentado, o que reforça a ideia de que o desenvolvimento do novo caça de sexta geração poderá igualmente contemplar uma variante naval.

O concorrente que continua na corrida neste processo de selecção é a Northrop Grumman, que também divulgou um conceito visual com semelhanças ao modelo YF-23, que há décadas competiu por um lugar na USAF.

Programas chineses de sexta geração em testes

Por fim, enquanto Washington mantém em segredo a maioria dos detalhes associados ao programa F-47, a China tem intensificado os voos de ensaio dos seus próprios aviões de sexta geração. Em abril, foi noticiado que o Gigante Asiático realizava este tipo de testes em plena luz do dia com o seu caçabombardeiro J-36, que será produzido pela Chengdu.

Em setembro, foi ainda possível observar o caça J-50 num aeródromo da Shenyang Aircraft Corporation, depois de um fotógrafo ter subido à vedação perimetral e captado aquelas que, até agora, são as imagens mais nítidas da aeronave.

Imagens utilizadas a título ilustrativo

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