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Assaltantes usam bloqueador Wi‑Fi para inutilizar câmaras de vigilância

Câmara de vigilância instalada debaixo de uma prateleira, com mão a ajustar e dispositivo eletrónico ao lado.

Cada vez mais assaltantes estão a recorrer a um dispositivo capaz de tornar as câmaras de vigilância inoperacionais. Trata-se de uma técnica barata que começa a generalizar-se e que já está a preocupar as autoridades.

A tendência tem ganho força nos Estados Unidos, onde é comum os estafetas deixarem encomendas à porta, o que, há vários anos, atrai ladrões oportunistas. Em Bellaire, no Texas, três homens que pretendiam precisamente levar um pacote foram filmados a usar um aparelho que deixou a câmara de vigilância da entrada completamente incapaz de cumprir a sua função.

Nas imagens, vê-se o grupo a aproximar-se da casa com uma mochila colocada à frente do corpo. Quando se chegam à lente, o vídeo começa a “crepitar” e a imagem fica distorcida, até se tornar desfocada e inútil para identificar os suspeitos.

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Segundo a polícia local, a mochila escondia muito provavelmente um bloqueador Wi‑Fi portátil. Este pequeno equipamento, com dimensões semelhantes às de um smartphone, consegue interferir com o sinal de que depende a maioria das câmaras ligadas à Internet. Como resultado, o vídeo pode ficar pixelizado, congelar ou tornar-se totalmente inexequível.

E, infelizmente, não é um episódio isolado. No início do ano, foram reportadas situações semelhantes em Los Angeles: câmaras de segurança foram neutralizadas exactamente do mesmo modo, impedindo a identificação dos intrusos.

O caso em Bellaire, Texas, e a propagação da técnica

O que chama a atenção neste tipo de ocorrência é a facilidade com que os suspeitos conseguem aproximar-se sem levantar suspeitas, usando um objecto banal como uma mochila para ocultar o dispositivo. A interferência surge no momento exacto em que se aproximam do campo de visão da câmara, degradando a gravação ao ponto de deixar de ser útil para efeitos de reconhecimento.

Como funciona um bloqueador Wi‑Fi portátil contra câmaras de vigilância

Na prática, estes bloqueadores saturam o sinal e impedem que a câmara envie correctamente os dados de vídeo. Enquanto alguns frames desaparecem, outros precisam de ser “reconstruídos”, o que origina as deformações que se observam no ecrã. Basta apontar o aparelho para a câmara, a uma distância de apenas alguns metros, para que a imagem se torne inutilizável.

Uma sabotagem simples e pouco dispendiosa

Além de simples, é uma abordagem de baixo custo: um bloqueador Wi‑Fi básico pode ser montado por cerca de 60 dólares em menos de 30 minutos.

Para reduzir o risco, os especialistas recomendam manter rigorosamente actualizados o firmware e o hardware das câmaras conectadas. Pode também ser útil instalar várias câmaras a cobrir a mesma zona, porque, se uma for bloqueada, outra colocada mais longe ainda poderá registar o que acontece.

As autoridades sugerem ainda a escolha de modelos com gravação local em cartão SD, ou a migração para sistemas com cabos, que tendem a ser menos vulneráveis a interferências.

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