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Como poupar eletricidade com o exaustor da cozinha

Mulher ajusta a chaminé da cozinha enquanto segura uma receita em papel.

A maioria das pessoas, quando pensa em poupar eletricidade, foca-se no forno, no frigorífico e na máquina de lavar loiça. No entanto, há outro equipamento de cozinha que muitas vezes fica ligado durante horas - por vezes até 24 horas por dia - e vai fazendo subir a fatura sem dar nas vistas. Quem souber ao que prestar atenção consegue, com um gesto simples, reduzir de forma notória a despesa ao longo do ano.

O consumidor inesperado de energia: o exaustor

Quando se fala em aparelhos que pesam no consumo na cozinha, quase toda a gente pensa primeiro no forno, no combinado de frio (frigorífico/congelador) ou numa máquina de lavar loiça antiga. E, nos dados de consumo, estes equipamentos aparecem com razão nos lugares cimeiros. Ainda assim, há um que costuma passar entre os pingos da chuva: o exaustor.

À primeira vista, parece inofensivo. Carrega-se num botão, sente-se um pouco de circulação de ar e acende-se uma luz sobre a placa - e fica a sensação de que não há muito mais. É precisamente esta subvalorização que o torna um inimigo silencioso da carteira. Muitos exaustores funcionam bastante mais tempo do que o necessário e continuam a consumir eletricidade de forma constante, em segundo plano.

"O exaustor pode, com uma utilização incorreta, gerar custos anuais de eletricidade que chegam facilmente a valores de dois dígitos - apenas por ficar a ‘funcionar por fora’."

Há, sobretudo, três motivos que tornam um exaustor surpreendentemente caro:

  • tempos de funcionamento longos em níveis elevados
  • tecnologia antiga com motor pouco eficiente
  • lâmpadas halogéneo ou incandescentes em vez de iluminação LED

Quanta eletricidade um exaustor consome realmente

O consumo exato depende muito do modelo. Exaustores modernos e bem concebidos gastam claramente menos do que aparelhos com 15 ou 20 anos. Em termos gerais, pode considerar-se o seguinte:

Tipo de equipamento Potência do ventilador* Potência da luz*
Exaustor antigo, elevado caudal de ar 150–250 W 40–80 W (halogéneo)
Modelo padrão mais recente 70–150 W 4–12 W (LED)
Modelo eficiente (motor sem escovas/brushless) 40–90 W 4–10 W (LED)

*Valores de referência; os valores reais variam consoante o modelo

Aqui é que a coisa ganha escala: se um exaustor antigo for usado no dia a dia em nível médio a alto, facilmente durante uma hora por dia, rapidamente se ultrapassam 60 a 90 quilowatt-hora por ano - só no ventilador. Considerando um preço de eletricidade de 30 cêntimos por quilowatt-hora, isso dá cerca de 18 a 27 € por ano, por vezes mais.

Se, além disso, a iluminação do exaustor for usada como luz permanente sobre a bancada, a despesa sobe novamente. Lâmpadas halogéneo com 2×20 W, ligadas várias horas por dia, podem pesar quase tanto na conta anual como o próprio ventilador.

Onde a eletricidade se perde sem se notar

Tempos de funcionamento demasiado longos por comodismo

Muita gente deixa o exaustor ligado mesmo depois de acabar de cozinhar. Telefonam, arrumam rapidamente a cozinha, sentam-se - e, duas horas depois, o aparelho continua a trabalhar. Isto acontece com especial frequência em cozinhas abertas para a sala.

Na prática, costuma bastar ligar o exaustor poucos minutos antes de começar a cozinhar e deixá-lo funcionar cerca de 10–15 minutos após retirar o último tacho do lume. Mais do que isso traz pouco benefício adicional, mas continua a gastar energia.

Nível de potência elevado como “modo padrão”

Muitos modelos têm três ou quatro níveis e, por vezes, ainda uma função boost. O nível máximo é o que consome mais e é também extremamente ruidoso. Por hábito ou por impaciência, há quem escolha logo a opção mais forte - em vez de começar por um nível inferior.

"Como regra prática, no dia a dia o nível médio é muitas vezes suficiente. O nível máximo só faz sentido para frituras intensas ou odores particularmente fortes."

Luz sempre ligada em vez de utilização pontual

Sobretudo em modelos antigos, é comum o exaustor servir como “luz principal” sobre o fogão. É prático, mas sai caro quando ainda existem lâmpadas antigas. Dois focos halogéneo de 35 W cada, ligados três horas por dia, podem acrescentar ao ano custos de eletricidade na ordem dos 20 a 25 €.

Como usar o exaustor de forma muito mais eficiente

Regras simples para o dia a dia

Com algumas rotinas, é possível baixar de forma visível a fatura sem perder conforto:

  • Ligar o exaustor dois a três minutos antes de cozinhar, para criar fluxo de ar.
  • Ajustar apenas o necessário; na maioria dos casos, o nível médio chega.
  • Depois de cozinhar, deixar 10–15 minutos e desligar de forma consistente.
  • Usar a luz apenas quando estiver a cozinhar ou a preparar alimentos.
  • Limpar os filtros com regularidade, para não travar a passagem do ar.

Filtros limpos não são importantes apenas para a qualidade do ar. Quando o filtro está entupido, o motor é “obrigado” a trabalhar mais tempo e em níveis mais altos para obter o mesmo resultado - e isso volta a aumentar o consumo.

LED em vez de halogéneo: uma pequena troca com grande impacto

Quem ainda tiver lâmpadas halogéneo ou incandescentes no exaustor deve mudar para LED. Na maioria dos modelos, a substituição das lâmpadas é simples. Atualmente, focos LED de 3–5 W conseguem uma luminosidade semelhante à de antigas lâmpadas halogéneo de 20 ou 35 W.

"A troca para LED no exaustor poupa, com utilização frequente, muitas vezes 10 a 20 € por ano, dependendo do ponto de partida."

O ganho pode parecer modesto, mas soma-se às restantes medidas. Em casas onde se cozinha bastante, a mudança compensa rapidamente.

Condução do ar, tipos de filtro e o impacto no consumo

Extração para o exterior ou recirculação - o que gasta menos?

Em termos gerais, existem dois sistemas: extração (o ar é expelido para o exterior) e recirculação (o ar é filtrado e devolvido ao espaço). No consumo do próprio exaustor, as diferenças entre ambos costumam ser pequenas. A diferença aparece noutro ponto: com extração, no inverno, perde-se ar quente do interior.

Isto significa que, quanto mais tempo o exaustor estiver ligado, mais calor de aquecimento sai pela conduta. Em casas bem isoladas, com energia cara, este efeito pode pesar mais do que a eletricidade do motor. Nessas situações, controlar o tempo de funcionamento vale a dobrar.

Utilização correta do filtro de gordura e do carvão ativado

Os filtros metálicos de gordura devem ser lavados de poucas em poucas semanas, na máquina de lavar loiça ou à mão. Se o filtro estiver obstruído, o exaustor tem de trabalhar mais tempo e com mais força. Nos sistemas de recirculação, existe ainda o filtro de carvão ativado. Quando está totalmente saturado, quase não retém odores, o que leva a que, sem se dar conta, se aumente a potência e se deixe o exaustor ligado durante mais tempo.

Trocar o filtro de carvão ativado com regularidade, portanto, não melhora apenas o ar - também reduz indiretamente o consumo, porque passam a bastar tempos de utilização mais curtos para um efeito semelhante.

Quando vale a pena trocar de aparelho

Se ainda houver na cozinha um exaustor com 20 anos, faz sentido olhar com atenção para a tecnologia. Os modelos atuais não são apenas mais silenciosos: também são mais eficientes. Beneficiam de motores melhores e de uma condução de ar otimizada, movendo mais ar com menos eletricidade.

A decisão de substituir ou não depende do hábito de cozinhar. Quem cozinha todos os dias e usa muito o exaustor pode ganhar claramente com um modelo mais eficiente. Para quem cozinha apenas ocasionalmente, o maior impacto vem sobretudo de uma utilização mais consciente.

Exemplos práticos do quotidiano

Vejamos dois casos típicos:

  • Família com cozinha aberta para a sala: cozinha-se quase todos os dias, muitas vezes com frituras. O exaustor trabalha, em média, duas horas por dia, frequentemente em potência alta. Ao mudar para o nível médio, definir tempos claros de pós-funcionamento e passar a LED, é fácil poupar 40 a 60 quilowatt-hora por ano.
  • Pessoa a viver sozinha com cozinha pequena: cozinha-se algumas vezes por semana, mas o exaustor fica ligado “por segurança” durante demasiado tempo. Impor um limite - por exemplo, com a função de desligar automático, se existir, ou com um temporizador de cozinha - corta de forma significativa os minutos desperdiçados.

Em ambos os cenários, a ideia não é evitar o exaustor. Ele protege paredes, móveis e pulmões contra gordura e partículas finas. O objetivo é usá-lo de forma deliberada, em vez de o deixar transformar-se, sem se notar, num equipamento permanentemente ligado.

O que muitos ignoram: o efeito cumulativo

Um único aparelho parece inofensivo. Mas, nas casas atuais, existem vários consumos “de fundo” a acontecer em paralelo: pequenos eletrodomésticos, funções em standby, assistentes inteligentes. O exaustor encaixa neste grupo - com a diferença de que, quando está ativo, puxa bastante potência.

Quando se ajustam várias pequenas “alavancas” ao mesmo tempo, os resultados tornam-se palpáveis. Se o exaustor funcionar menos tempo, se a iluminação for convertida para LED e se os filtros estiverem limpos, o consumo desce para um nível sensato sem sacrificar o conforto.

Em épocas de eletricidade cara, vale a pena rever hábitos com espírito crítico. Não é preciso ser especialista em energia para usar estes equipamentos de forma mais inteligente. Muitas vezes, basta olhar para cima, para o exaustor - e carregar no botão de desligar - para poupar, mês após mês, alguns quilowatt-hora.


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