Uma investigação do Atlanta Journal-Constitution trouxe a público acusações graves relacionadas com a cultura do centro de treino de comissários da Delta Air Lines, em Atlanta.
Denúncias no centro de treino de comissários da Delta Air Lines, em Atlanta
De acordo com a reportagem, um instrutor sénior terá assediado formandos durante o curso de formação. Ainda assim, a companhia terá desvalorizado as queixas, sustentando que as denúncias não ficaram provadas. Depois de um acordo judicial, o instrutor não foi afastado da empresa, tendo sido apenas transferido para outra área.
O episódio de junho de 2023 e o que foi relatado
O caso recua a junho de 2023, quando um formando - já qualificado pela FAA e prestes a concluir o curso - realizou a última verificação do uniforme, segundo avançou o site de viagens One Mile at a Time.
No relato, o instrutor terá colocado a mão dentro das calças do aluno para “ajeitar” a camisa. A Delta contestou esta descrição, embora tenha assinado um acordo confidencial em agosto de 2025. Para além deste episódio, pelo menos três outros formandos, actuais e antigos, disseram ter vivido situações semelhantes com o mesmo instrutor entre 2018 e 2024.
Queixas aos recursos humanos e resposta da empresa
As vítimas referem que apresentaram as queixas ao departamento de recursos humanos na expectativa de serem ouvidas, mas dizem ter sido desconsideradas.
A Delta afirma que não tolera discriminação nem assédio e sublinha que existe um canal de denúncias anónimas.
Apesar de a Delta ser reconhecida por valorizar os seus funcionários e por disponibilizar programas de participação nos lucros, a reportagem indica que a cultura corporativa poderá ser marcada por um ambiente de medo e por limitações à livre expressão, sobretudo devido à ausência de sindicatos numa grande parte dos grupos de trabalho.
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