Para Pedro Fondevilla, que desde março lidera os destinos da CUPRA em Portugal, não há margem para hesitações: “a marca vai continuar a crescer em Portugal”.
Apesar das turbulências que têm marcado o setor automóvel, o responsável mantém uma visão confiante.
“Só teme o futuro que não sabe para onde vai”, sublinha, explicando que a sua prioridade passa por acelerar o crescimento da marca no mercado nacional, com especial foco na chegada e consolidação de modelos híbridos e elétricos.
Para onde vai a CUPRA?
Com apenas três anos de presença no mercado, e mesmo num contexto global adverso - condicionado pela crise pandémica motivada pelo COVID-19 - a CUPRA conseguiu avançar 11% em 2020, um resultado que corresponde a 27 400 unidades vendidas.
Pedro Fondevilla atribui parte desse desempenho “à excelente recepção do CUPRA Formentor“. Este modelo representa já 60% das vendas da CUPRA a nível mundial e supera os 80% em Portugal. “Foi o primeiro modelo onde aplicámos 100% do ADN da marca. É um modelo com personalidade própria, e isso refletiu-se na procura”.
Na leitura do responsável, é precisamente essa “personalidade própria” que ajuda a explicar o sucesso da CUPRA: “Sabemos que o nosso design pode não ser do agrado de todos, mas quem gosta, gosta mesmo”. Por isso, acrescenta, a estratégia passa por reforçar a gama com mais propostas 100% CUPRA.
Nesse caminho, o CUPRA Born assume-se como o primeiro modelo 100% elétrico da marca espanhola. A chegada a Portugal está prevista para o final de 2021, seguindo-se, já em 2024, um novo elétrico: o CUPRA Tavascan.
O desafio da eletrificação
Em 2020, as vendas de modelos elétricos e eletrificados em Portugal cresceram mais de 50%. Ainda assim, na opinião de Pedro Fondevilla, a infraestrutura de carregamento de veículos elétrico no nosso país “ainda não está a conseguir acompanhar as necessidades e a vontade que os condutores têm de fazer esta transição. A rede de carregamento não é suficiente, há um longo caminho pela frente”.
No universo CUPRA, porém, a exigência vai além da tecnologia em si: “independentemente da tecnologia, os modelos CUPRA têm de ser gratificantes de conduzir.”
Para este responsável, os sinais do mercado são claros: “Os resultados da CUPRA mostram que há consumidores que não querem «naves espaciais». Querem automóveis com um design sofisticado e que sejam agradáveis de conduzir”, apontando a eletrificação como um dos dossiês mais determinantes para a marca.
Quanto à continuidade de motores de combustão na gama, Pedro Fondevilla evita compromissos definitivos e não confirma nem desmente o futuro desta tecnologia, preferindo salientar que “na CUPRA vamos ter sempre em atenção quais são as necessidades dos nossos clientes”. E, como é sabido, a CUPRA continua a ter espaço para modelos como o CUPRA Formentor VZ5:
Seja qual for o cenário, Pedro Fondevilla acredita que, no futuro da CUPRA, o prazer de condução continuará no centro da identidade da marca - uma convicção apoiada em mais de 20 anos de experiência no setor automóvel.
O percurso de Pedro Fondevilla
Licenciado em Administração e Gestão de Empresas pela Universidade de Barcelona e com pós-graduação em Marketing pela ESADE Business School, Fondevilla começou o seu percurso profissional como controlador de gestão em França, no Grupo Renault, antes de regressar a Espanha no mesmo Grupo.
Em 2006, entrou no Grupo Volkswagen España Distribución (então VAESA), assumindo diferentes funções na área Comercial até integrar o Departamento de Marketing da marca Volkswagen, posição que manteve até 2018, ano em que transitou para a SEAT S.A.
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