Saltar para o conteúdo

Bolsas Mais Valor em Saúde - Vidas que Valem: candidaturas à 5.ª edição do SNS até 15 de setembro

Equipa médica em reunião a analisar dados e gráficos numa sala de conferências moderna.

A iniciativa que, todos os anos, atribui Bolsas a projetos inovadores criados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) - com o objetivo de gerar ganhos em saúde, usar melhor os recursos e alcançar melhores resultados para os doentes - está a receber candidaturas até 15 de setembro. Estão em jogo quatro distinções, cada uma equivalente a 50 mil euros, atribuídos sob a forma de consultoria especializada para apoiar a implementação dos projetos vencedores.

Bolsas Mais Valor em Saúde - Vidas que Valem: candidaturas e formato do apoio

Quatro Bolsas de € 50.000 convertidas em consultoria especializada

As candidaturas à 5.ª edição do "Mais Valor em Saúde - Vidas que Valem" podem ser feitas online até 15 de setembro. O júri vai selecionar quatro projetos que serão distinguidos com Bolsas no valor individual de € 50.000 em horas de apoio especializado à execução de cada projeto.

O formulário e o regulamento desta edição estão disponíveis online na página oficial do Mais Valor em Saúde (https://maisvaloremsaude.pt/). No mesmo site podem também ser consultados exemplos de projetos que venceram edições anteriores.

Parceiros e foco na execução no SNS

"O programa Mais Valor em Saúde -Vidas que Valem" não oferece peixe, ensina antes a pescar". A imagem escolhida por José Fragata, professor catedrático jubilado e membro do júri, resume a lógica do programa, que conta com a Gilead Sciences, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares e as consultoras EXIGO e Vision for Value como parceiros.

De acordo com o mesmo responsável, a aposta está no aspeto mais desafiante - e particularmente exigente em Portugal - que é transformar ideias em mudança concreta: "Aqui foca-se o que é sempre mais difícil, sobretudo em Portugal, ou seja, a parte da implementação. Este é um programa focado na ciência de implementação de projetos". Nesse caminho, a metodologia Value Based Healthcare (VBHC) surge de forma transversal como "a trave-mestra" do trabalho e do conjunto de critérios considerados pelo júri ao atribuir as quatro bolsas, com a ambição de ajudar a consolidar um novo paradigma nos cuidados de saúde em Portugal.

"Esta metodologia é particularmente útil para estratégias de integração de cuidados e para programas especiais porque está focada nos resultados globais: satisfação e qualidade de vida dos doentes relativamente ao próprio estado de saúde e custo-eficiência que é o denominador comum, ou seja, quanto se gasta para atingir estes resultados".

Uma visão que não é apenas económica

O conceito de Value Based Healthcare - designado em Portugal por “Saúde Baseada em Valor” - foi criado no início dos anos 2000 pelo economista Michael Porter e pela investigadora Elizabeth Teisberg, da Harvard Business School. Assenta em parâmetros matemáticos simples para quantificar e avaliar, em simultâneo, os recursos consumidos e o sucesso do tratamento, mantendo o doente no centro da análise, uma vez que incorpora a própria avaliação de quem recebe cuidados no SNS.

Maria de Belém Roseira, que preside ao júri desde a primeira edição, entende que esta perspetiva veio reforçar a exigência de transparência na gestão de recursos públicos. "O conceito deu uma visibilidade maior à necessidade de termos de justificar a forma como utilizamos os recursos em sistemas universais e de financiamento público... e como eles vivem do esforço fiscal dos contribuintes é uma maneira de prestação de contas".

Na 5.ª edição das Bolsas "Mais Valor em Saúde -Vidas que Valem", a antiga ministra da Saúde destaca ainda outra dimensão: assegurar que os projetos selecionados, entre todas as candidaturas, têm o envolvimento dos conselhos de administração das respetivas Unidades Locais de Saúde (ULS) onde serão concretizados. "Já houve uma formação inicial para preparar os candidatos e os projetos e o envolvimento dos conselhos de administração é como que uma garantia para evitar que candidaturas selecionadas não avancem por não se integrarem nas prioridades estratégicas da respetiva ULS. A metodologia é interessante porque, tal como uma infeção, contamina, mas neste caso contamina positivamente a instituição".

Implementar a mudança

Para José Fragata, um dos pontos mais fortes do programa está precisamente no apoio à operacionalização das propostas apresentadas pelas equipas, o que explica que os prémios sejam traduzidos em horas de formação especializada. A evolução ao longo das quatro edições anteriores - com candidaturas a crescerem de forma consistente - tem, segundo o membro do júri, confirmado o interesse e a mobilização dos profissionais. "É surpreendente o volume crescente de candidaturas, tanto em número como em qualidade e maturidade e são projetos que chegam de todas as regiões e unidades do SNS dispersas pelo país", salienta.

Até 15 de setembro, decorrem as candidaturas a esta edição. Este ano, voltam a ser atribuídas quatro bolsas aos projetos com maior contributo para transformar a prestação de cuidados no SNS, através de uma abordagem centrada no valor para o doente.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário