Operação policial em Kowloon Ocidental
Um total de 65 pessoas foi detido numa operação dirigida a um grupo suspeito de explorar discotecas e casas de jogo sem licença. Segundo a imprensa local, nesses espaços alegadamente eram fornecidas drogas e eram contratadas trabalhadoras em situação ilegal para funções de acompanhante.
De acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP), a alegada organização criminosa mantinha discotecas ilegais instaladas em edifícios industriais em Hung Hom, além de operar casas de jogo noutras zonas de Kowloon Ocidental. Foi este cenário que levou ao desencadear da operação, explicou no domingo o superintendente Billy Ching Chi-yan.
Nomes de código: "Trovão" e "Rugido do Tigre"
"A sede regional de combate ao crime de Kowloon Ocidental lançou uma operação em grande escala, com os nomes de código 'Trovão' e 'Rugido do Tigre', para interromper as fontes de rendimento desta organização criminosa", afirmou Billy Ching, citou o SCMP.
As autoridades destacaram mais de 170 agentes, que realizaram rusgas em 10 locais situados em diferentes áreas da região administrativa especial, entre sexta-feira e sábado.
Detidos e acusações em Hong Kong
Entre os detidos contam-se 40 homens e 25 mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 63 anos. Os suspeitos enfrentam várias acusações, incluindo tráfico de droga, jogo ilegal, branqueamento de capitais e violação das condições de permanência em Hong Kong.
Coimas e penas associadas a álcool e jogo ilegal
Em Hong Kong, a venda de álcool sem licença pode ser punida com uma multa máxima de um milhão de dólares de Hong Kong (112 mil euros) e dois anos de prisão.
O SCMP referiu ainda que o consumo de álcool em estabelecimentos sem licença também constitui infração, sujeita a uma multa máxima de dois mil dólares de Hong Kong (223 euros).
A exploração ilegal de um estabelecimento de jogo implica uma pena máxima de sete anos de prisão e uma multa de cinco milhões de dólares de Hong Kong (559 mil euros). Já jogar num estabelecimento de jogo ilegal é punível com até nove meses de prisão e uma multa de cinco mil (559 euros).
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