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Canícula: vigie o frigorífico e a classe climática

Homem a medir a temperatura do frigorífico aberto numa cozinha luminosa durante o dia.

Convém estar especialmente atento ao seu frigorífico nesta altura.

A canícula não põe apenas o nosso organismo à prova - muita gente está à espera que esta vaga de calor abrande -, como também pode afetar equipamentos do dia a dia. No verão, smartphones e outros aparelhos eletrónicos podem sobreaquecer e, segundo o site 20 Minutes, até alguns eletrodomésticos, como os frigoríficos, correm o risco de deixar de funcionar quando as temperaturas disparam.

Onda de calor: porque o frigorífico pode falhar

O que muitas pessoas ignoram é que cada frigorífico tem uma classe climática, que indica a faixa de temperatura ambiente da divisão em que o aparelho consegue trabalhar nas melhores condições.

Na prática, o seu frigorífico pode ser de classe SN, N, ST ou T. Como explicam os nossos colegas, este equipamento retira o calor do interior e liberta-o para o exterior através do condensador. Se a temperatura dentro de casa estiver demasiado elevada, o frigorífico tem mais dificuldade em manter os 4 °C no interior.

Classe climática do frigorífico (SN, N, ST, T): limites de temperatura

De acordo com os valores divulgados pelo site de informação, estes são os limiares de tolerância por classe climática:

  • a classe SN (subnormal) tolera temperaturas de 10 a 32 °C
  • a classe N (normal) de 16 a 32 °C
  • a classe ST (subtropical) de 16 a 38 °C
  • a classe T (tropical) de 16 a 43 °C
  • a classe SN-ST (subtropical alargada) de 10 a 38 °C
  • a classe SN-T (tropical alargada) de 10 a 43 °C
  • a classe N-T (temperada a tropical) de 16 a 43 °C

Medidas simples para proteger o motor do frigorífico

Também é importante garantir que a parte traseira do frigorífico se mantém limpa e bem ventilada e que o aparelho fica a 5 a 10 cm da parede. Evite colocar o termóstato no máximo, porque isso pode fragilizar o motor. Por fim, não abra a porta com demasiada frequência: cada abertura deixa entrar ar quente, o que torna o trabalho do frigorífico ainda mais difícil.

A dica dos cubos de gelo

Ao longo desta semana, partilhámos várias sugestões para lidar com o calor extremo. Uma das mais simples passa por recorrer a cubos de gelo. Não é, claro, uma solução milagrosa, mas pode ajudar a arrefecer o ar graças a um fenómeno físico chamado absorção térmica: ao derreterem, os cubos absorvem calor para passarem do estado sólido ao líquido. O efeito é limitado, mas pode aumentar o conforto numa divisão, sobretudo quando combinado com outras estratégias.

Uma opção é colocar uma tigela com gelo - idealmente com um pouco de sal grosso para atrasar a fusão - em frente a uma ventoinha. O ar projetado ganha alguma frescura antes de se espalhar pela divisão, funcionando como uma espécie de ar condicionado de recurso. Se usar um recipiente de metal, este efeito fica ainda mais acentuado.

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