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Intoxicação nas Caldas da Rainha: casos sobem para 113, diz ULS Oeste

Médico a medir a tensão arterial de uma mulher numa sala de espera com várias pessoas sentadas.

Intoxicação nas Caldas da Rainha: atualização do número de casos

O total de pessoas com sintomas compatíveis com intoxicação nas Caldas da Rainha aumentou de 65 para 113, informou esta quinta-feira a Unidade Local de Saúde (ULS) Oeste, que continua a apurar a origem da situação.

"Estão, até ao momento, identificadas 113 pessoas com sintomas compatíveis, número que poderá vir a ser atualizado, uma vez que ainda decorre o contacto à totalidade dos participantes", indicou a ULS Oeste à agência Lusa.

O presidente da câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques, detalhou que, entre as 113 pessoas afetadas - cujos primeiros casos foram assinalados na terça-feira -, 80 estão relacionadas com o evento desportivo internacional "Footmania". A iniciativa decorreu entre sábado e quarta-feira e contou com 1200 participantes internacionais e acompanhantes, sendo que as restantes pessoas com sintomas pertencem à comunidade local.

Procura de cuidados de saúde

Segundo a ULS Oeste, das 113 pessoas identificadas, 68 recorreram ao serviço de urgência.

Sintomas e evolução clínica

Os sinais mais relatados têm sido vómitos, frequentemente acompanhados de diarreia, náuseas, dores abdominais e dores de cabeça.

"A evolução clínica tem sido globalmente favorável, sem casos graves e sem necessidade de internamento, não se mantendo, à data, doentes em observação hospitalar", esclareceu a ULS Oeste.

Investigação epidemiológica e ações das autoridades

As autoridades mantêm o acompanhamento do caso e continuam a contactar as pessoas afetadas, ao mesmo tempo que prossegue a investigação epidemiológica, laboratorial e ambiental.

"O objetivo é identificar a causa, confirmar a eventual fonte de exposição e assegurar as medidas necessárias para prevenir novos casos".

De acordo com a ULS Oeste, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizou inspeções a dois operadores económicos associados ao evento, "não tendo sido identificadas irregularidades graves nas instalações nem nos alimentos inspecionados".

Vítor Marques acrescentou que a Saúde Pública e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) afastaram a possibilidade de ligação à água da rede pública ou à Lagoa de Óbidos.

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