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Noite Branca regressa ao centro histórico de Guimarães seis anos depois

Jovens vestidos de branco a dançar numa praça histórica à noite, com música ao vivo num palco ao fundo.

Seis anos passados, a Noite Branca volta já este sábado ao centro histórico de Guimarães, reacendendo a confiança de muitos comerciantes, que contam com um empurrão num sector ainda marcado pela quebra do consumo.

Noite Branca em Guimarães: um símbolo que volta à cidade

Na antiga zona do mercado, Graciete de Sá sublinha o peso que a iniciativa sempre teve na dinâmica vimaranense. Com décadas de trabalho atrás do balcão de uma tabacaria, a comerciante vê o regresso como algo que ultrapassa a ideia de festa. "É mais um símbolo para a nossa cidade", disse ao JN, lembrando o poder do evento para chamar visitantes, tanto nacionais como estrangeiros.

Montras vestidas de branco e lojas em preparação

Pelas ruas, as montras ganham apontamentos decorativos em tons de branco e há quem esteja a fechar os últimos pormenores para uma noite que promete devolver movimento ao centro histórico.

Na loja de vestuário de Daniela Fernandes e Lara Almeida, a decoração já está concluída e a expectativa mantém-se elevada. Lara considera que a Noite Branca se distingue claramente de iniciativas recentes. "Os sunsets que existiram não eram a mesma coisa. A Noite Branca tem outro impacto", afirmou. Ainda assim, o estabelecimento não tenciona estender o horário. Daniela justifica a opção, explicando que, com "o aumento do movimento, seria difícil garantir um atendimento adequado".

Também Paula Gonçalves, da frutaria ali perto, não prevê manter portas abertas pela madrugada, mas não abdica de participar. "Tudo o que mexa com Guimarães é positivo. Temos de vestir as lojas e acompanhar a cidade".

Até durar

Há, porém, quem aposte numa noite mais prolongada. José Oliveira assegura que o café mais antigo do Largo do Toural continuará a funcionar enquanto houver gente na rua. "Pelo menos até às duas da manhã estaremos cá", garantiu.

Luís Cunha, proprietário de uma pastelaria, seguirá a mesma estratégia, embora reconheça que o contexto económico obrigue a alguma cautela. "Hoje em dia, há muita gente nos eventos, mas isso nem sempre significa boas vendas. As pessoas estão mais contidas nos gastos".

Renata Costa, dona de uma loja de decoração, é das comerciantes que mais entusiasmo mostra. Recorda que Guimarães esteve entre as primeiras cidades do país a aderir a este conceito e acredita que o regresso era esperado há muito. "É um excelente atrativo para o comércio. Precisávamos de voltar a trazer pessoas ao centro".

A energia no centro histórico desde 2019

A expectativa, agora, é que a Noite Branca reponha no centro histórico a vitalidade que, segundo muitos, tem sido menos evidente desde 2019.

Epicentro no Largo do Toural com Plutónio

"Guimarães Veste Branco" terá o seu epicentro no Largo do Toural. O cartaz inclui a Festa M80, Plutónio, I Love Reggaeton e Un Verano Sin Fin x Veni Vici. No Largo Condessa do Juncal, o programa traz humor, dança e samba, enquanto a Praça de São Tiago fica reservada aos DJ locais e à Festa El Rock.

A animação estende-se também às ruas do centro histórico, com atuações itinerantes, e chega a vários equipamentos culturais que abrem durante a noite, como o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a Biblioteca Municipal Raúl Brandão, a Loja Oficina, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Museu Alberto Sampaio e a Sociedade Martins Sarmento.

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